Texto: Lc.17.20,21
Introdução:
1. O reino dos céus e o reino de Deus são a mesma coisa. Aqui, eu vou preferir a expressão “reino de Deus”, para que não tenhamos a impressão de que se refere a algo futuro e não presente, como de fato é.
2. O reino de Deus é a esfera onde se desenvolve um tipo específico de governo (At.26.18; Cl.1.13).
3. É formado, constituído de todos aqueles que receberam o evangelho da graça, na Pessoa do Cristo, chamado Jesus, e, assim, tornaram-se filhos de Deus.
4. Agora, esses filhos precisam adquirir cada vez mais a semelhança com seu Rei e disseminar por todo o mundo a vida do reino de Deus. Aliás, essa é a razão porque foram introduzidos no reino.
5. Mas, nem sempre foi assim...
I. O REINO DESEJADO
1. Desde o início da criação, Deus busca cooperadores para que, juntamente com Ele, possam trazer Seu reino à terra.
2. Mas, o homem, Adão, falhou em trazer o governo de Deus à terra.
3. Israel falhou em trazer o governo de Deus à terra.
4. Nesse sentido, apenas nesse sentido, o governo de Deus estava restrito na terra; o seu estilo de vida, não se propagava.
II. O INÍCIO DO REINO DE DEUS
1. Isaías disse que haveria de vir o Cristo e que “o governo estaria sobre os seus ombros”.
2. Ele veio para estabelecer o reino de Deus.
3. Antes dele veio João Batista como Seu precursor. Dizendo: “arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus”. (Mt.3.2)
4. O arrependimento deveria ser o “passaporte” para este reino.
5. Depois o próprio Jesus passou a pregar e a dizer: “arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus”. (Mt.4.17)
6. Mas, Ele sozinho não poderia estender este reino, então, logo após dizer isto começa a chamar os seus discípulos (Mt.4.18).
7. Mas, os discípulos sozinhos também não poderiam estender este reino de grande abrangência.
8. Então, o Senhor Jesus Cristo se dedica a lançar as bases do agente desse reino; o disseminador desse reino, e esse agente é a igreja.
9. Por isso, o reino de Deus é o governo celestial, estabelecido no início da igreja e durará até o final do milênio (Mt.3.2; 4.17; 16.18,19).
III. A ATUALIDADE DO REINO DE DEUS
1. Dois mil anos se passaram e a igreja hoje, vive a atualidade do reino de Deus.
2. Arrependimento continua a ser o “passaporte” do reino; arrependimento que leva ao abandono das coisas antigas.
3. Arrependimento que nos leva a nos livrarmos de toda a bagagem cultural do passado e que não se encaixa com a cultura do nosso novo reino.
A. Você pode ter sido criado em uma cultura em que era permitido viver com uma pessoa sem se casar com ela.
B. Ou ter mais de uma esposa.C. Aceitar suborno, se corromper.
D. Que é permitido mentir se isso livrar você de uma enrascada.
E. Roubar, se um bobo der sopa. (“vergonha é roubar e não poder carregar”)
F. Que se alguém cometer uma injustiça contra você, você deve se vingar.
4. Mas, é preciso despojar-se da velha cultura revestir-se da nova. (Cl.3.8-14).
CONCLUSÃO: Você já deve ter visto o filme “O Homem da Máscara de Ferro”. Dois irmãos gêmeos, príncipes, extremamente parecidos por fora e diferentes por dentro. Um deles é muito mal e consegue se tornar rei; o outro, o bom, foi trancado em uma masmorra e tinha, ainda por cima uma máscara de ferro a esconder-lhe a face. O mal, como rei, dava comida estragada para o povo, oprimia, se prostituía, etc. até que, com a ajuda dos três mosqueteiros, o bom rei sai da masmorra, vence o irmão mau e reina em seu lugar, fazendo o bem.
Muitos estão vivendo a história daquele filme e é hora de nos arrependermos e deixarmos que a Palavra nos liberte e traga para fora o novo homem, vivendo para a glória do Pai.