A Igreja Batista Caminho da Paz é uma igreja batista renovada, e eu, seu pastor presidente, pela graça de Deus, há mais de 16 anos, me considero um pastor batista renovado. Sendo assim, não entendendo a insistência de alguns em querer atribuir à igreja e a mim, outras denominações a depender do “gosto destes fregueses”. Por exemplo: se o culto não foi muito emocionante então fomos, naquele dia, “tradicionais”, e o pastor também, é claro. Se o culto foi mais agitado e emocionante, então, fomos “pentecostais”; se o pastor, seja eu, ou seja outro, estava mais inspirado e pregando com mais ênfase e liberdade, estava mais “pentecostal”; se tivemos no culto da rede de homens os forrozeiros “Doidão de Jesus”, ah! aí sim é que fomos, de fato, “pentecostais”!
Mas, afinal, o que é esse tal Pentecostal? É uma marca registrada que detém a patente “canelinha de fogo”, “sapatinho de fogo”, “labareda de fogo”, “graveto em brasa”? Que detém o monopólio de igrejas com nomes tipo: “Igreja Pentecostal a Vara de Arão que Floresceu”, ou “Igreja Pentecostal Sai de Baixo Que Lá Vem Chumbo Grosso de Jeovà”, geralmente em bairros de periferia e de pessoas com pouco escolaridade? Aliás, nunca vi em um bairro de pessoas com mais estudo uma igreja com um nome desse tipo, formadas por espertalhões e rebeldes - com algumas e honrosas exceções, claro - que muitas vezes se levantam contra seus pastores e formam outra igrejinha e que usam esse termo como estratégia de Marketing, para atrair pessoas simples, de uma fé simples, em busca de amenizar a dor de uma existência sofrida.
Que mais essa marca detém? Cultos com muita profetada, isso mesmo, não profecia, mas profetada, muita gritaria e até descontrole emocional, como se a Bíblia não dissesse que “os espíritos dos profetas estão sujeitos aos próprios profetas” (1Co.14.32)?
Será que é detentora também do estilo de vida que muitos vivem, acobertados por um manto pentecostal, escondendo, todavia, um péssimo caráter, completamente incondizente com o Cristo de Pentecostes?
Para mim, o termo Pentecostal lembra a visitação poderosa do Espírito aos discípulos, que coincidiu com a Festa de Pentecostes, celebrada pelos judeus (e não por cristãos, pois estes, de fato, nem existiam), como registrado em At.1.12-14 e 2.1-4. Tudo resultado de dias de oração e vida de consagração de um grupo de seguidores de Jesus de Nazaré. Isto não é propriedade da denominação atualmente chamada de Pentecostal. Para mim, é para todos aqueles que, como eu, sonham e oram por uma igreja cheia do Espírito Santo, avivada, onde haja a livre manifestação dos dons espirituais, composta por gente que tem caráter condizente com a vida cristã e busca uma vida de santidade, afinal, “uma vida em santidade (também) é adoração a Deus. Uma igreja onde, tenha sido o culto mais emocionante ou não, tenha ou não zabumba e sanfoneiro, viva para glorificar a Jesus, o Rei dos reis e Senhor dos senhores!
Amo e gostaria de amar muito mais a Jesus. Por vezes fico preocupado, pensando se amo a Jesus menos que um corintiano ama o Corinthians; amo a Igreja Batista Caminho da Paz com tanta gente boa, amorosa, líderes abnegados e amo ser batista. Se ser assim, se me preocupar para que “Tudo, porém, seja feito com decência e ordem”(1Co.14.40), é não ser pentecostal (de hoje), então, não sou, e não quero ser, pentecostal (de hoje). Graças a Deus!!
O segredo estar em ir a igreja oferecer um culto e não recebe-lo. Muitas pessoas pensam que o culto tem que agradar, ter as músicas que todo mundo pula, a pregação que todo mundo aplaudi. Quem somos nós para julgarmos que o culto foi ''benção'' ou comum, ou pro irmão e não pra mim.. Ai de nós!! o culto é pra Ele e não para o povo!
ResponderExcluirDesde quando você vai a festa de aniversário e ganha presente do aniversariante? nós devemos ir ao culto e levar presentes para o nosso Senhor, Jesus.
Acredito no contexto pentescostal, aqui defendido como visitação poderosa do Espírito Santo. Tenho aversão a rotulação de pentescostal a um estilo comportamental. Provém do Espírito o mover pentecostal (fogo) e não do homem. Deve haver cuidado quando um crente se apropria de uma manifestação do sobrenatural, e ainda mais temor de reproduzi-la. Cabe a nós buscarmos sensibilidade pela presença do Espírito Santo, temermos a Deus e ter zelo por sua obra, tudo isso nos torna descentes e pertencentes a uma ordem espiritual.
ResponderExcluirNão somos proprietários do Espírito Santo, somos habitação Ele escolhe (ele é uma pessoa e não uma força) se a visita é temporária ou a moradia é permanente, depende da nossa sinceridade e comunhão com Ele.
A manifestação do fogo, da brandura e a diversidade de formas provém dele, e tudo com propósito. O estilo quem define é Ele, por isso não podemos nos limitar a uma maneira única de sermos cheios por Ele.
Agradeço a Deus e, oro sempre, por sua conduta direita Pastor Antonio, pois é proposito de Geova que, eu venha cresçer espiritualmente, atraves de suas ministrações e sabedoria, louvado seja o nome do Sr nosso Deus,amem.
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